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Formação de bolhas e espuma no óleo lubrificante. Como evitar que danifiquem seu equipamento.



Elementos compressores de parafusos são sistemas de precisão, e como tais, necessitam operar rigorosamente dentro dos padrões estabelecidos pelo fabricante. O uso de um óleo lubrificante genérico, pode trazer sérios prejuízos com já vimos em outros posts, e um dos desafios que mais exige uma formulação adequada, é eliminar a formação de bolhas e espuma. Bolhas pequenas que se dissipem rapidamente fazem parte do processo de compressão. Trata-se de um processo que acontece naturalmente quando se mistura óleo com ar, mas que precisa ser controlado através de uma aditivação adequada aos parâmetros de operação do compressor de ar, pois as mesmas bolhas que contribuem para o processo de compressão, podem sair do controle e se tornarem “vilões”.

Um dos papéis mais importantes do óleo lubrificante no elemento compressor de parafuso, é o resfriamento. A formação de bolhas prejudica sensivelmente a capacidade de transferência de calor deste fluído, levando ao aumento de sua temperatura e carbonização.

As bolhas de ar também desgastam as superfícies com que têm contato, através de um processo denominado cavitação, onde milhares de ondas de choque geradas pelo seu colapso atacam a superfície de contato. Através desse processo, as bolhas formadas no fluído lubrificante podem arruinar completamente um elemento de parafuso.

Os aditivos utilizados nas formulações de fluídos lubrificantes para elementos compressores atuam diminuindo a tensão superficial nas paredes das bolhas, enfraquecendo-as.



Processo de cavitação: bolha se forma pela mistura de ar com óleo e em seguida implode, gerando ondas de choque que atacam e desgastam as superfícies próximas.


Um outro problema não menos importante, este acarretado pela formação de espuma, é a maior contaminação do ar comprimido por óleo, comprometendo sua qualidade e diminuindo a vida útil do separador.

Entretanto, é importante ficar atento para o fato de que a formação de bolhas e espuma pode ser acarretada por outros problemas além do uso de um óleo inadequado. Sistemas que já tenham sido contaminados por carbonização precisarão ser limpos ou ter partes trocadas. A simples troca do lubrificante não irá resolver o problema.

Falhas mecânicas (na válvula termostática por exemplo) que aumentem a mistura de ar ou água no óleo também poderão provocar espuma.

Utilizar sempre peças e insumos originais, assim como assistência técnica autorizada pelo fabricante, são as melhores ferramentas para evitar a troca prematura de peças de alto custo, como elementos compressores e radiadores.


 
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